terça-feira, 17 de março de 2009

Titanic Hendrix

Para esta terça-feira de manhã pós-dilúvio em Belo Horizonte, um trecho da crônica "Não sei não é resposta" do livro "Coisas da Vida" da minha ídola e conterrânea Martha Medeiros:

Eu faço o que sei, mas sei quase nada. Não sei as coisas mais sérias que se espera que um adulto saiba, como, por exemplo, o que eu quero ser quando crescer. Já cresci?? Pois ainda tenho diversas interrogações sobre o amor, sobre o futuro, sobre a morte e sobre a vida. Não sei porque faço coisas que não tenho vontade. Não sei porque me deixo enganar por mim mesma tantas vezes. Não sei porque me sinto culpada quando nego alguns convites e pedidos. Não sei porque se sentir aprovada pelos outros é tão importante. Não sei porque a solidão é tão temida, já que somente a sós podemos ser 100% quem a gente é.

Se tem alguma coisa que eu li em toda minha vida, que me chamou atenção pela semelhança com a personalidade da minha humilde pessoa, foi esse trecho, que resume basicamente o jeito Marilia de ser. Cheia de dúvidas, medo, curiosidade... Cheia de um pouco de tudo. Mas não estou muito inspirada para filosofias pessoais hoje, então vou falar do dilúvio que aconteceu na minha faculdade ontem.
Eu compararia ao Titanic, quando a água começa a entrar no navio, as escadas começam a inundar e as paredes começam a jorrar água. As luzes dos corredores, umas apagadas outras acesas, umas piscando, tipo boate, o teto pingando, o chão inundado, foi a visão do inferno molhado (rimou!). O mais engraçado foi a placa de "piso molhado" no chão, sendo que molhado era apenas uma forma gentil de traduzir a cena em que aquele corredor se encontrava. Na placa devia estar escrito Faculdade Molhada ou Titanic Hendrix. A primeira coisa que eu pensei foi: como eles são observadores, não? Será que eles acham que a gente não percebeu que o piso estava... INUNDADO? Mas nem por isso eu e meus colegas guerreiros-molhados, deixamos de assistir aula. Na minha sala havia uma goteira aqui, outra ali, e nós ali, firmes e fortes, esperando a chuva dar uma trégua... Trégua essa que só aconteceu no fim da aula. Sei que fazia tempo que eu não via uma chuva do nível de ontem aqui... pelo menos refrescou um pouco, porque a cidade estava praticamente uma sauna gigante.
Domingo eu finalmente fui conhecer Inhotim. Um museu “natureba” muito gracinha em Brumadinho, daqueles lugares que vale a pena conhecer, muito bacana mesmo.
Agora estou querendo conhecer Tiradentes, tem 2 anos que moro aqui e só conheço Ouro Preto e Diamantina, preciso explorar as Minas Gerais, rsrs.
Fico por aqui, pois o assunto e a criatividade acabaram.

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