Poxa vida... tá chegando o dia 25 de maio, meu maldito aniversário... eu sempre fico meio estranha, deprê, quando tá perto, dizem que é o inferno astral, rsrs... tem duas épocas do ano que me dão nostalgia: meu aniversário e fim de ano. Odeio essas datas. Claro que meu ódio tem fundamento. É que essas datas fazem a gente (pelo menos, eu) pensar na vida, coisa que nós, seres humanos, evitamos ao máximo, porque nos fazem analisar tudo, nos fazem ver coisas que poderiam ter sido de outro jeito; coisas que poderiam ter sido e não foram, ou que foram sendo que não precisavam ter sido; metas não atingidas, palavras não ditas, ou palavras ditas que não passaram pelo filtro cérebro-boca, e que causam AQUELE arrependimento profundo na alma; pessoas que deixamos de conhecer por preguiça ou qualquer outro motivo; pessoas que conhecemos mas preferíamos não ter conhecido; pessoas que passaram pela nossa vida e que queríamos que permanecessem, mas não aconteceu; pessoas que queríamos expulsar da nossa vida, e não conseguimos a tempo de evitar que causassem estragos; oportunidades perdidas, que podem causar arrependimento para sempre; escolhas erradas; nossa, é tanta coisa que dá pra pirar o cabeção. No fundo, aquela história de que tudo acontece por alguma razão é a mais pura verdade. A gente toma muita rasteira da vida, acha que é o fim do mundo, mas no real fim, a gente sempre tira uma lição... Na real os seres humanos aprendem muito mais errando, do que acertando. Acho que tudo que acontece de ruim na vida, tem um certo sentido, um propósito. Claro que esse maldito sentido só aparece depois que a gente se descabela, perde noites, chora até ficar desidratada, enfim, a gente dá importância demais pra coisas que talvez, nem sejam tão importantes assim... Como diz minha filósofa mãe, “pensa na relevância que isso vai ter na tua vida em 10 anos”, aí sim, a ficha cai e a loucura passa rapidinho. Voltando a questão da nostalgia dessas datas, eu olho pra trás e penso onde eu estava há 1, 2, 3, 4 anos atrás e faço uma comparação com minha atual situação e geralmente a cada ano que passa, melhora comparado ao anterior... esse é o terceiro aniversário que eu vou comemorar em Belo Horizonte. Minha sonhada maioridade eu comemorei aqui, meus 19 anos também, e agora a temida casa dos 20. Putz, que merda. Não queria passar dos 19, por mim, ficaria na casa do 10 pra sempre... é tão bom não pensar no futuro como "ele está logo ali, acenando pra você" quando você tem seus 18, 19 anos... agora nos 20 a coisa muda de plano. A casa dos 20 aos 30, eu acho que deve ser uma época de realizações profissionais, ascensão de carreira, emprego melhor, conclusão do terceiro grau, ou seja, uma fase também de abandonos. Abandono de estágio, abandono de faculdade, e também de inícios. Início da verdadeira vida de gente grande, de uma possível pós-graduação, carteira assinada, de muitas possibilidades, na verdade. E eu estou M-O-R-R-E-N-D-O D-E M-E-D-O desse leque de possibilidades que estão por vir. Mudanças me assustam, mas ao mesmo tempo me interessam. [Momento de pânico] Meu Deus, em maio do ano que vem eu vou ser considerada uma adulta! Essa palavra me dá até arrepio... considerando que a vida de adulto parecia Far Far Away (Shrek!), agora só falta uns trezentos e oitenta e poucos dias aí... cara 20 anos é tempo demais! um casamento dura 20 anos, 20 anos é 1/5 de século, meu Deus, eu to apavorada! E aí eu fico pensando, se eu já to com “medinho” dos 20, imagina quando vierem os 30, os 40, ai, vou mudar de assunto, não quero nem falar nisso, por que quanto mais eu viajo nessa ideia de idade X experiência, mais eu me sinto velha, sendo que não sou nada velha, pelo menos não tanto quando me acho e me sinto... todo mundo surta quando eu digo que tenho 19, conclusão: meu, eu tenho cara de velha! (quem sabe se eu colocar umas roupinhas cor de rosa e começar a falar fino, eu pago de novinha? Hum....) O meu medo é quando eu dizer que tenho 30, as pessoas dizerem, nossa, achei que você tinha uns 37, 40, aí o bicho pega... mas sei lá, mulheres e suas manias de sofrerem antes do tempo né... minhas companheiras me entendem... (e considerando que ninguém vai ter a cara de pau de dizer que você aparenta ser mais velha do que é, pois existe uma coisa que se chama amor aos dentes, não há com o que se preocupar). No fim das contas eu falei muito, como sempre, porque quem me conhece sabe, que quando eu começo a filosofar, mesmo que coisas inúteis, eu não paro, resumindo, estou perto de um possível surto psicótico previsto para o dia 25 de maio, dia esse que cai numa segunda-feira, pra alegrar mais ainda minha vida... Na verdade até que tem um lado bom fazer aniversário. Dia 25 vai significar que ainda faltam longos 365 dias, cheios de horas, minutos e segundos para os mais malditos e temidos ainda, 21 anos. Outra coisa positiva é que quando você faz aniversário, significa que você está vivo! Porque hoje em dia ta tão fácil morrer... rsrsrs... adoro drama! Fico por aqui, feliz porque ainda é dia 8 de maio e triste porque dia 25 está chegando...
sexta-feira, 8 de maio de 2009
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2 comentários:
Vamos começar pelo começo: estranha vc é sempre, e não só quando chega o seu aniversário. Mas é uma estranha amada. Não entenda errado, Gustavo. É no melhor sentido da palavra.
E será o meu primeiro 25 de maio depois que a luz da sua pele clareou meus caminhos! E isso é muito bom, pra mim, pra vc, pra mamãe (a minha não), pro Gugu e pra putaquepariu.
Adispoiz, velha aos 20. Essa é nova. (entendeu a jogadinha inteligente? velha nova nova velha!!! dãããã).
Eu tô feliz, de namorada ou quase namorada nova ouvi dela que não pareço ter 37. "no máximo no máximo uns 35 anos". Isso é bom, porque aí eu peneirei e excluí 2 anos de sujeira na minha vida.
Vou parar de escrever porque tá morrendo gente que nunca morreu antes, e eu estou ingualzim a vc, escrevendo pra caralho. É que tô feliz.
Ó, quase li tudo hoje. Devo estar me transformando num jornalista, virei transformista. Comprei até 2 livros ontem. Um é muito bom. Com certeza levarei-o-o para que veja. Emprestar-te-ei um day.
Obregado. Agora estar feita a colreissão que vossê mi aconçelhou há faser.
Hadoro!!
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